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sábado, 1 de agosto de 2026

Escrito por em 1.8.26 com 0 comentários

Universo Cinematográfico Marvel (XXII)

Surpresa! Eu juro que não vou começar a Fase 6 hoje, mas eu queria muito falar sobre Marvel Zumbis (que deveria se chamar Zumbis Marvel, mas tudo bem) mas não queria ter de esperar até 2028, então decidi que hoje vou adiantar esse primeiro post da Fase 6, aproveitando também para fechar o ano de 2025, e retorno com os demais no tempo certo.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
The Fantastic Four: First Steps
2025

Eu já contei aqui em um post em separado sobre os três filmes do Quarteto Fantástico produzidos pela Fox, que não fizeram parte do MCU. Após o fracasso do terceiro, a Fox decidiria levar a franquia em outra direção, e, em 2017, contrataria Seth Grahame-Smith, de Orgulho e Preconceito e Zumbis, para escrever um filme protagonizado por Franklin e Valeria Richards, com participação especial de Ben Grimm e Johnny Storm, com tom parecido com o do desenho Os Incríveis, e parcialmente inspirado no livro Kindergarten Heroes, de Mark Millar. Paralelamente a isso, os executivos da Fox conversariam com Noah Hawley, de Legião, sobre um filme protagonizado pelo Dr. Destino. Tudo isso seria suspenso quando a Disney comprasse a Fox, em março de 2019, e os direitos do Quarteto Fantástico passassem para os Marvel Studios.

Em julho de 2019, Kevin Feige se diria extremamente empolgado por poder introduzir o Quarteto no MCU, para "levar a Primeira Família da Marvel até o nível que ela merece", e prometendo usá-los em histórias tão empolgantes quanto Guerra Infinita e Guerra Civil - cujas sagas dos quadrinhos que inspiraram os filmes contaram com o Quarteto, que não pôde estar presente em suas versões cinematográficas por seus direitos ainda pertencerem à Fox. Em dezembro de 2020, Feige anunciaria que o diretor do primeiro filme do Quarteto no MCU seria Jon Watts, dos três filmes do Homem-Aranha com Tom Holland, mas, em abril de 2022, antes mesmo que um roteirista fosse escolhido, Watts pediria para se desligar do projeto, alegando estar física e mentalmente esgotado após ter de gravar Homem-Aranha: Sem Volta para Casa obedecendo os protocolos estabelecidos devido à pandemia, e preferindo dirigir o filme autoral Lobos, que estrearia na Apple TV+ em setembro de 2024.

Enquanto procurava por um novo diretor e um roteirista, Feige decidiria que Reed Richards seria um dos personagens a aparecer em uma das realidades alternativas de Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, com o diretor Sam Raimi concordando e decidindo chamar o ator John Krasinski para o papel. Já havia muito tempo que Krasinski era sugerido pelos fãs para interpretar Reed, e seu nome começaria a circular em boatos e rumores assim que foi anunciado que um filme lidando com realidades alternativas estava sendo produzido; Raimi acharia que a inclusão de um Reed interpretado por Krasinski seria uma excelente oportunidade de fan service, mas tanto o diretor quanto o ator achariam improvável que ele fosse escolhido para interpretar Reed também no novo filme, com Krasinski logo declarando que sequer participou de conversas com os executivos dos Marvel Studios sobre reprisar o papel.

Em julho de 2022, o diretor ainda não havia sido escolhido, e Feige diria estar incerto quanto à lista de possíveis candidatos; ainda assim, durante a San Diego Comic Con, o próprio Feige anunciaria a data de estreia do filme, prevista para novembro de 2024, que ele seria o primeiro filme da Fase 6 do MCU, e que as filmagens começariam em 2023. No final de agosto, a Marvel divulgaria uma lista com "três finalistas" na escolha para diretor, que contava com Reid Carolin, roteirista de Magic Mike, mas que só tinha um filme como diretor no currículo, Dog; Michael Matthews, de Amor e Monstros; e Matt Shakman, que levava vantagem por ter dirigido WandaVision e já ter trabalhado com Feige. Shakman prepararia uma sinopse na qual o Quarteto Fantástico já começava o filme como super-heróis estabelecidos e famosos, com Reed e Sue se tornando pais logo no início, e convenceria os executivos dos Marvel Studios após mostrar uma foto sua com sua filha recém-nascida no colo; mais tarde, ele revelaria que havia sido chamado para dirigir um novo filme de Star Trek, do qual abriu mão para não deixar passar a oportunidade de trabalhar com o Quarteto Fantástico. Shakman seria confirmado como diretor já em setembro de 2022, na mesma ocasião em que Feige revelaria que Jeff Kaplan e Ian Springer estavam escrevendo o roteiro "há alguns meses"; no mês seguinte, a data de estreia do filme seria adiada para fevereiro de 2025.

A escolha do elenco começaria em fevereiro de 2023, com Feige anunciando que havia estabelecido um "sarrafo alto", querendo que o Quarteto se tornasse um dos principais elementos do MCU após sua estreia. Shakman revelaria que o filme não traria nem uma história de origem, nem o Doutor Destino, elementos que poderiam desviar a atenção do público da dinâmica familiar do Quarteto, que ele desejava que fosse o foco principal do filme; Feige diria que a decisão de não contar novamente a história da origem do grupo seria semelhante à tomada quando o Homem-Aranha foi introduzido no MCU, já que sua história de origem já era bastante conhecida. No final de março de 2023, Josh Friedman seria contratado para reescrever o roteiro, o que foi visto por muitos jornalistas como uma indicação de mudança de tom, já que Friedman era conhecido por seus roteiros de ficção científica, enquanto Kaplan e Springer eram mais conhecidos por escrever comédias; Shakman, porém, diria que Friedman se uniria à equipe porque ele e Feige haviam decidido incluir no filme "elementos cósmicos dos anos 1960", como o Surfista Prateado e Galactus, que seria o vilão do filme no lugar do Doutor Destino, "trazendo uma nova perspectiva para o grupo". Feige não descartaria a presença do Doutor Destino no filme, mas em uma participação breve, como uma cena pós-créditos, e diria que os Marvel Studios faziam questão de "uma estrela de primeira grandeza" para interpretá-lo.

Em maio de 2023, começaria a greve dos roteiristas, e a data de estreia seria adiada novamente, para maio de 2025. Na ocasião, os preferidos da Marvel para interpretar Reed e Sue eram Adam Driver e Emma Stone, que pediram salários que o estúdio não estava disposto a pagar, tendo sido decidido, durante a reunião de emergência envolvendo executivos da Disney e dos Marvel Studios que ocorreu em fevereiro para tratar dos rumos do MCU, que os gastos com elencos deveriam ser reduzidos. Testes seriam feitos para o papel de Reed com Christopher Abbott e Jamie Dornan, que não agradaram, e com Jake Gyllenhaal, que já havia interpretado Mystério em Homem Aranha: Longe de Casa, mas que também pediu um salário que a Marvel não quis pagar. Quando a Marvel anunciou que não estava testando apenas atores brancos para o papel, Pedro Pascal (que, nos Estados Unidos, não é considerado branco, e sim latino) se interessou, mas, em julho, começaria a greve dos atores, e Pascal, apesar de despertar a atenção da equipe, decidiria não conversar com ninguém até que a greve terminasse. Mais tarde, Pascal diria jamais ter planejado ser protagonista de um filme de super-heróis, e que o papel mudaria seus planos para o futuro "de forma sutil"; atrasos nas gravações do filme do Quarteto fariam com que ele tivesse de abrir mão de protagonizar A Hora do Mal, sendo substituido por Josh Brolin.

Em agosto, a Marvel chamaria Matt Smith e Tom Ellis para conversar sobre o papel de Reed, mas os nomes não agradariam a Feige, que procurava alguém mais famoso por sua carreira no cinema do que na televisão. No mesmo mês, Shakman diria que a Marvel estava procurando um ator judeu para interpretar Ben Grimm, que é descrito como judeu nos quadrinhos, mas não foi interpretado por atores judeus nos filmes anteriores, nem teve essa característica explorada em suas histórias; o preferido era David Krumholtz, que não agradou nos testes, e começou uma campanha para ser escolhido para o papel do vilão Homem-Toupeira - que acabaria ficando com Paul Walter Hauser, convidado por Shakman por ter trabalhado com ele na série It's Always Sunny in Philadelphia, e que inicialmente ficaria relutante devido ao fracasso dos filmes anteriores do Quarteto, aceitando após ler o roteiro na íntegra. O escolhido para interpretar o Coisa seria Ebon Moss-Bachrach, que já havia interpretado Micro na primeira temporada da série do Justiceiro da Netflix. Nicholas Galitzine seria chamado para interpretar Johnny, mas também não agradaria, com o papel ficando com Joseph Quinn, de Stranger Things, que havia feito Gladiador 2 com Pascal e pedido a ele dicas sobre como interpretar Johnny, sem saber que ele estava negociando para interpretar Reed. Curiosamente, o papel de Sue seria o primeiro a iniciar os testes e o último a ser escolhido, com Vanessa Kirby sendo convidada diretamente por Shakman após nenhuma das candidatas do teste ter agradado.

Curiosamente, a Marvel divulgaria que estava procurando por um ator latino para interpretar Galactus, com os favoritos sendo Antonio Banderas, que disse jamais ter sido procurado, e Javier Bardem, que teve de recusar por conflitos com as gravações de F1; o escolhido acabaria sendo o inglês e bem pouco latino Ralph Ineson, segundo Shakman escolhido por sua proficiência como dublador, que ele considerava mais importante para esse tipo de papel. Apesar de aumentado por computação gráfica, Ineson interpretaria Galactus da forma tradicional, com a produção inclusive criando uma armadura que ele vestia. Além de Galactus e do Homem-Toupeira, o filme contaria com o Fantasma Vermelho, interpretado por John Malkovich, que sempre havia recusado papéis em filmes de super-heróis alegando que pagavam pouco, mas decidiu aceitar esse pela oportunidade de trabalhar novamente com Shakman, com quem havia feito Cut Bank, de 2014; infelizmente, o Fantasma Vermelho acabaria cortado do filme na última revisão do roteiro, feita por Eric Pearson, por problemas de continuidade, no que Shakman chamou de "uma decisão de cortar o coração".

Em janeiro de 2024, vazaria para a imprensa que a Marvel estava procurando uma atriz para interpretar o Surfista Prateado, o que causaria muitas discussões na internet; nos quadrinhos (e no filme da Fox), o Surfista é Norrin Radd, cientista do planeta Zenn-La, mas nesse filme a Surfista seria Shalla Bal, que nos quadrinhos é namorada de Radd, o substituindo no cinema como cientista, exploradora e arauto de Galactus - nos quadrinhos, Bal havia passado pela mesma provação na minissérie Terra X, de 1999. A escolhida para o papel seria Julia Garner (também em A Hora do Mal), mas a versão final da Surfista seria totalmente criada por computação gráfica, com Garner fazendo a dublagem e a captura de movimentos - mesma coisa ocorrendo em relação a Moss-Bachrach e o Coisa, que é um personagem 100% digital. Garner filmaria horas de poses nas quais ela fingia estar surfando ou posando como uma modelo, que seriam combinadas para que a Surfista "se movesse como se estivesse dançando".

Durante as greves, a equipe trabalharia em testes para os efeitos especiais do filme, principalmente aqueles ligados aos poderes dos membros do Quarteto. Kasra Farahani, de Loki, seria escolhido como designer de produção, e Alexandra Byrne como figurinista, optando por fazer uniformes simples para o Quarteto, em azul claro com detalhes brancos, semelhantes aos usados pela equipe nos anos 1980. Muitos detalhes do filme, especialmente a aparência de Galactus, seriam inspirados na arte de Jack Kirby para os quadrinhos do Quarteto. Um personagem das histórias clássicas do Quarteto que apareceria no filme seria o robô H.E.R.B.I.E., que combinava um animatronic cuja cabeça se movia por controle remoto, um marionete feito de madeira, e computação gráfica, dublado por Matthew Wood; além disso, uma nova personagem, Rachel Rozman, interpretada por Natasha Lyonne, que havia dublado Byrdie em What If...?, seria batizada em homenagem a Roz Goldstein, esposa de Jack Kirby.

Em fevereiro de 2014, seria divulgado que o filme seria ambientado na década de 1960, mas em uma realidade alternativa, oficialmente chamada de Terra-828 - a "realidade principal" do MCU, também chamada de Linha do Tempo Sagrada, é a Terra-616, curiosamente o mesmo número usado nos quadrinhos para a realidade principal deles. A decisão de não ambientar o filme na Linha do Tempo Sagrada viria de Shakman, que desejava colocar a história do Quarteto "mais próxima de seu ponto de origem", ou seja, os quadrinhos dos anos 1960 produzidos por Stan Lee e Jack Kirby; Feige abraçaria a ideia, dizendo que a ambientação em uma realidade alternativa daria maior liberdade para os roteiristas, ajudaria a cimentar o Multiverso no MCU e evitaria furos de roteiro em relação aos demais filmes e perguntas como "onde estava o Quarteto Fantástico enquanto os Vingadores lutavam contra Thanos?". Shakman chamaria o estilo do filme de "retrofuturista", dizendo que "parte é o que conhecemos sobre os anos 1960, parte é algo que nunca vimos". Apesar de fortemente baseado nos quadrinhos dos anos 1960, o filme conta com a Fundação Futuro, criada por Jonathan Hickman em 2009.

Em outubro de 2023, Shakman anunciaria que as filmagens começariam nos estúdios Pinewood, na Inglaterra, no início de 2024, e que o elenco seria anunciado assim que a greve terminasse; atrasos na pré-produção fariam com que elas começassem apenas em julho de 2024, com todos os cenários "novaiorquinos" do filme sendo criados em estúdio, incluindo a Rua Yancy e a Times Square. Shakman diria querer fazer o filme "como se Stanley Kubrick o tivesse filmado em 1965", e se inspiraria em 2001: Uma Odisseia no Espaço para criar o laboratório de Reed. O apartamento do Quarteto seria inspirado em casas californianas do estilo arquitetônico conhecido como MCM, muito popular nos anos 1960, e o Fantasticarro teria como referência carros norte-americanos dos anos 1960, com elementos como turbinas e paineis de controle tendo uma aparência de filmes de ficção científica dos anos 1950. As únicas cenas filmadas fora da Inglaterra - exceto por tomadas aéreas de Nova York utilizadas para reconstruí-la em estilo retrofuturista por computação gráfica - seriam as da ONU, que ocorreram no Palácio do Congresso em Oviedo, Espanha. Os efeitos especiais ficariam a cargo das empresas Industrial Light & Magic, Framestore, Sony Pictures Imageworks, Digital Domain, Rise FX e Weta FX.

O filme começa quatro anos após o Quarteto ter ganhado seus poderes; nesse meio tempo, eles se tornaram heróis famosos, conhecidos, respeitados e amados pela população, equilibrando enfrentar supervilões com aparecer em programas de televisão, trabalhar junto aos governos para resolver vários problemas do planeta e gerenciar uma fundação dedicada a usar a ciência para criar um futuro melhor. Mas tudo isso pode ser posto em cheque com a chegada da Surfista Prateada, um ser cósmico que anuncia a vinda de Galactus, entidade que está disposta a destruir a Terra para convertê-la em energia que o irá alimentar. Incapazes de enfrentar Galactus, o Quarteto decide negociar com ele - mas ele exige em troca de poupar a Terra nada menos que o filho que Sue Storm está esperando. O elenco conta com Pedro Pascal como Reed Richards / Senhor Fantástico, Vanessa Kirby como Sue Storm / Mulher Invisível, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm / Coisa, Joseph Quinn como Johnny Storm / Tocha Humana, Julia Garner como Shalla Bal / Surfista Prateada, Ralph Ineson como Galactus, Natasha Lyonne como Rachel Rozman, Paul Walter Hauser como Harvey Elder / Homem-Toupeira, Sarah Nyles como Lynne Nichols, chefe de pessoal da Fundação Futuro, Mark Gatiss como Ted Gilbert, apresentador do programa de televisão The Ted Gilbert Show, e Matthew Wood como H.E.R.B.I.E.; Alex Hyde-White, Rebecca Staab, Jay Underwood e Michael Bailey Smith, que interpretaram, respectivamente, Reed, Sue, Johnny e Ben no filme de Roger Corman, fazem participações especiais, os dois primeiros como jornalistas, os dois últimos como trabalhadores de uma fábrica. Robert Downey, Jr. faz uma breve participação especial sem créditos como Victor Von Doom / Doutor Destino.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é mais um filme que não começa com o logotipo e a fanfarra tradicional dos Marvel Studios; ao invés dele, foi usado um logotipo mais simples, que imita os usados em televisão na década de 1960. O filme estrearia em 25 de julho de 2025, após uma pré-estreia em Los Angeles dia 21, precedida de uma cerimônia de tapete vermelho que contou com entrevistas com o elenco e equipe e uma orquestra que interpretou ao vivo várias das músicas do filme, incluindo o tema dos Marvel Studios; essa cerimônia seria transmitida ao vivo pelo Disney+, intercalada com trailers e previews do filme. Com orçamento de cerca de 230 milhões de dólares, renderia 274 milhões nos Estados Unidos e 522 milhões no mundo inteiro, sendo considerado um sucesso pela Disney, mesmo que a bilheteria tenha sido abaixo do esperado; esse desempenho seria atribuído à concorrência pesada, já que, no primeiro dia, Quarteto Fantástico ficaria em segundo na bilheteria atrás de Um Filme Minecraft, e fecharia a primeira semana também na segunda posição, mas atrás de Superman. A crítica seria bastante positiva, elogiando o elenco e a caracterização futurista dos anos 1960, mas com alguns considerando a história fraca e datada se comparada com outros filmes mais recentes de super-heróis.

Na San Diego Comic Con de julho de 2024, seria revelado que Pascal, Kirby, Quinn e Moss-Bachrach haviam todos assinado contrato para três filmes, e que Reed, Sue, Johnny e Ben estavam confirmados nos próximos dois filmes dos Vingadores, Vingadores: Doutor Destino, de 2026, e Vingadores: Guerras Secretas, de 2027; na mesma ocasião, seria revelado que Robert Downey, Jr., até 2019 intérprete de Tony Stark, havia sido oficialmente contratado para interpretar Victor Von Doom, com as negociações tendo se iniciado quase um ano antes. Feige se diria extremamente empolgado por poder voltar a trabalhar com Downey, e que conversava com o ator sobre a possibilidade de seu retorno ao MCU em um papel diferente do Homem de Ferro desde que se encerraram as gravações de Vingadores: Ultimato. Shakman confirmaria a presença de Doom nos dois filmes dos Vingadores, mas diria que "ele não é parte do filme do Quarteto Fantástico"; de fato, Doom só aparece brevemente na cena intercréditos, que conta apenas com Downey e Kirby, gravada durante a pré-produção de Vingadores: Doutor Destino e dirigida por Anthony e Joe Russo.

Olhos de Wakanda
Eyes of Wakanda
2025

Em fevereiro de 2021, Ryan Coogler, diretor e roteirista de Pantera Negra, anunciaria ter fechado um acordo entre sua produtora, a Proximity Media, e a Disney para a produção de séries de TV para o Disney+ ambientadas em Wakanda, o fictício país da África Central do qual T'Challa, a identidade não tão secreta do Pantera Negra, é rei e onde se passa a maior parte da ação do filme de 2018. A imprensa se mostraria empolgada, logo surgindo rumores de que uma das séries prestaria tributo a Chadwick Boseman, falecido em 2020, e outras explorariam o passado de personagens como M'Baku, Killmonger e T'Chaka, pai de T'Challa e Pantera Negra anterior, ou da organização Dora Milaje, com a expectativa de que personagens dos quadrinhos, como Bashenga, o primeiro Pantera Negra, a ativista Queen Divine Justice, e Kasper Cole, o terceiro Tigre Branco, pudessem fazer sua estreia no MCU.

Em novembro de 2022, a Proximity Media anunciaria estar trabalhando em "várias séries" ambientadas em Wakanda, mas sem dar maiores detalhes. Somente em março de 2023 seria publicado na imprensa que Coogler estaria desenvolvendo uma série de animação, com o título provisório de The Golden City, ambientada na capital de Wakanda, Birmin Zana. No mês seguinte, o executivo dos Marvel Studios Nate Moore confirmaria que diversas séries estavam em discussão, animadas e com atores, mas que a preocupação da Marvel era prejudicar a "experiência cinematográfica" proporcionada por exibir Wakanda numa tela de cinema. Apenas em dezembro de 2023 o produtor Brad Winderbaum anunciaria oficialmente que a primeira série ambientada em Wakanda seria animada, e que traria episódios protagonizados por diversos guerreiros wakandanos ao longo da história. Jornalistas comparariam a série a Histórias dos Jedi, série de Star Wars de 2022 na qual cada episódio acompanha um personagem diferente em um dos diversos momentos da saga.

Também em dezembro de 2023 seriam anunciados os roteiristas: Geoffrey Thorne, que já tinha experiência na Marvel, tendo sido roteirista das séries animadas Ultimate Homem-Aranha, de 2012, e Os Vingadores Unidos, de 2013, e Marc Bernadin, que revelaria ter sabido do projeto e começado a trabalhar em dois roteiros durante a pandemia, em 2020. Thorne escreveria o primeiro e o último episódios, e Bernadin o segundo e o terceiro. Matthew Chauncey, de What If...?, também escreveria um roteiro, que acabaria não sendo aproveitado.

Em janeiro de 2024, a Proximity Media confirmaria seu envolvimento, mas diria que o showrunner seria escolhido pela Marvel. No mesmo mês, o artista de storyboards Todd Harris revelaria ter sido dele a ideia para a série, tendo rascunhado alguns esboços durante a produção de Vingadores: Guerra Infinita e mostrado a Coogler, que estava filmando Pantera Negra. Segundo Harris, ele quis combinar "a interconectividade do MCU com a interconectividade da história da humanidade", e concebeu a série como um especial para quando Pantera Negra fosse lançado em home video ou algo assim, já que, na época, os Marvel Studios não pensavam ainda em fazer séries animadas. Winderbaum confirmaria a história, e diria que, durante a discussão sobre qual seria a primeira série, se lembraria da ideia de Harris, convidando-o para ser o showrunner. Harris seria confirmado como showrunner e diretor em janeiro de 2025; ele dirigiria sozinho o primeiro e o último episódios, e co-dirigiria o terceiro com John Fang, que seria o único diretor do segundo.

Olhos de Wakanda acompanha os Hatut Zaraze, uma força de elite secreta de Wakanda cuja missão é recuperar artefatos feitos de vibrânio que tenham sido roubados ou saído do país por outros meios. Cada episódio acompanha a missão de um agente em uma época diferente da história. O primeiro é ambientado em 1260 a.C., e acompanha a ex-Dora Milaje Noni, enviada para deter um ex-Hatut Zaraze chamado Nikat, que fugiu de Wakanda levando vários artefatos que usa sob o pseudônimo de Leão para liderar uma frota que saqueia a ilha de Creta, no Mediterrâneo. O segundo é ambientado durante a Guerra de Troia, e acompanha B'Kai, que, usando o codinome Memnon, se tornou o melhor amigo de Aquiles, e está ajudando os gregos a invadir a cidade para recuperar um artefato wakandano que está com ninguém menos que Helena. O terceiro é ambientado em 1400 d.C., e mostra o agente Basha recuperando um artefato que estava dentro de uma estátua sagrada em K'un-Lun; ao retornar a Wakanda, porém, sem saber, ele leva consigo o Punho de Ferro da época, que está disposto a pegar a estátua de volta, mas não pode sair de Wakanda após ver seus segredos. O quarto e último episódio é ambientado em 1896, durante a invasão da Etiópia pela Itália; o Príncipe Tafari e seu mentor, Kuda, recuperam um artefato wakandano, mas são abordados por uma misteriosa figura que diz vir de 500 anos no futuro, advertindo-os de que, se o artefato não ficar no local onde está, uma raça alienígena conseguirá conquistar a terra quando invadi-la.

Coogler daria a Thorne a ideia para o primeiro episódio, alegando ser fascinado pela história do "Povo do Mar", um povo de origem desconhecida que viveu durante o auge da civilização minoica em Creta, saqueando e escravizando todos os demais povos da região; segundo ele, o Povo do Mar ter acesso a tecnologia wakandana explicaria por que eles eram tão superiores ao ponto de ninguém conseguir detê-los, mas ainda assim tão misteriosos que hoje não sabemos nada sobre suas origens ou legado. Coogler também pediria para que os episódios fossem centrados "nos princípios de Wakanda", ao invés de mostrar antepassados famosos de personagens que existem no presente. Também por sugestão de Coogler, diferentemente de outras séries da Marvel Studios Animation, Olhos de Wakanda é ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU, sendo completamente integrada a Pantera Negra e Wakanda para Sempre; por causa disso, a série é considerada a estreia oficial do Punho de Ferro no MCU.

Para que Wakanda fosse a real protagonista da série, e não seus personagens, a Disney optaria não chamar para a dublagem nenhum grande nome de Hollywood, preferindo dubladores profissionais, atores que já tivessem participado de outras produções Disney, e artistas negros de expressão - como a modelo canadense Winnie Harlow, que luta pelo fim do preconceito contra portadores de vitiligo, condição da qual é portadora. O elenco conta com Harlow (no primeiro episódio) e Lynn Whitfield (no segundo) como Noni, Cress Williams como Nkati, Patricia Belcher como Akeya, Larry Heron como B'Kai, Adam Gold como Aquiles, Jason Konopisos como Ferro, Kiff VandenHeuvel como Odisseu, Yerman Gur como Paris, Joanna Kalafatis como Helena de Troia, Jacques Colimon como Basha, Jona Xiao como Jorani / Punho de Ferro, Isaac Robinson-Smith como Ebo, Gary Anthony Williams como Rakim, Zeke Alton como o Príncipe Tafari, Steve Toussaint como Kuda, Debra Wilson como uma general Dora Milaje, e Anika Noni Rose (que havia dublado Tiana em A Princesa e o Sapo) como a Última Pantera Negra.

A animação ficaria a cargo da Axis Animation, que utilizaria um estilo semelhante ao de artistas afro-americanos contemporâneos como Ernie Barnes e Dean Cornwell; a animação seria feita por computação gráfica usando cel-shading, mas, sem a presença de atores do MCU no elenco, os artistas tiveram uma maior liberdade para criar as feições e aparência geral dos personagens. Animadores da África do Sul, Nigéria e Egito seriam contratados pelo supervisor de animação Craig Elliot para contribuir com o estilo autêntico da série. Em dezembro de 2023, Harris seria perguntado se a Disney havia pensado em fazer a série com atores de carne e osso, ao que ele respondeu que um projeto dessa magnitude só poderia ganhar vida em animação, onde "filmar no Egito custa o mesmo que em Nova Iorque, e na Lua custa o mesmo que em Ohio". A abertura seria criada pelo Studio AKA e feita a mão, sem recursos de computação gráfica.

Olhos de Wakanda teria apenas quatro episódios, todos estreando no Disney+ simultaneamente, em 1 de agosto de 2025. O primeiro episódio teria uma pré-estreia no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, na França, em 9 de junho. A série seria a mais assistida do Disney+ em sua semana de estreia, mas não conseguiria terminar o ano dentre o Top 10 do serviço. A crítica ficaria encantada, elogiando a concisão dos roteiros, a beleza dos episódios e chamando a atenção para os temas de lealdade, amizade, ética e moralidade presentes nas histórias. Infelizmente, ainda não há notícias sobre se a série foi um projeto isolado ou se terá uma segunda temporada - nem sobre as demais séries que seriam produzidas pela Proximity Media, com a validade de cinco anos do contrato original já tendo se esgotado.

Marvel Zumbis
Marvel Zombies
2025

Apesar de seu aspecto, digamos, incomum, Zumbis Marvel é uma das séries de maior sucesso da Marvel nos quadrinhos. Ela começou despretensiosamente, como parte de uma saga do Quarteto Fantástico do Universo Ultimate, chamada O Outro Lado do Espelho, publicada nas edições de 21 a 23 de Ultimate Fantastic Four, entre setembro e novembro de 2005, na qual Reed Richards é contactado por uma versão mais velha de si mesmo, pedindo ajuda para salvar o futuro; ao passar pelo portal que levaria ao futuro, Reed descobre que foi enganado, e que o chamado partiu de uma versão alternativa sua de uma realidade paralela na qual o Apocalipse Zumbi aconteceu, transformando quase todos os heróis e vilões Marvel em zumbis.

Anunciada como sendo um crossover entre o Universo Ultimate e o Universo Marvel "principal", no que depois se revelou uma jogada de marketing, O Outro Lado do Espelho (que, em inglês, se chamava, simplesmente, Crossover) serviria como introdução ao lançamento da série limitada Marvel Zombies, com cinco edições lançadas entre dezembro de 2005 e abril de 2006, na qual Magneto tenta reunir um grupo de super-heróis sobreviventes para enfrentar os zumbis e tentar encontrar um refúgio. Para a surpresa de absolutamente todo mundo na Marvel, que previa vendas medianas, a série seria um gigantesco sucesso, com a primeira edição se esgotando em poucos dias e se tornando extremamente rara.

Esse sucesso faria com que o "Universo Zumbi" fosse revisitado várias vezes a partir de então, seja como parte de histórias nas revistas regulares dos heróis Marvel, seja na forma de outras minisséries e one shots, como Marvel Zombies 2, com quatro edições lançadas entre dezembro de 2007 e abril de 2008, Marvel Zombies: Resurrection, com quatro edições lançadas entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, e Marvel Zombies: Dead Days, de maio de 2008, que explica como ocorreu o Apocalipse Zumbi. Ao todo, já foram lançadas mais de 100 edições com a presença dos Zumbis Marvel, incluindo um crossover com o filme Uma Noite Alucinante, Marvel Zombies vs. The Army of Darkness, com cinco edições puiblicadas entre maio e setembro de 2007, no qual Ash Williams vai parar no Universo Zumbi.

Sendo uma série de tanto sucesso, é claro que os Marvel Studios gostariam de ganhar um pouco de dinheiro com ela, com Kevin Feige discutindo a possibilidade de um filme dos Zumbis Marvel já em 2013, mas desistindo após os executivos acharem que a história não poderia ser fielmente adaptada por não ser apropriada ao público-alvo das produções Marvel de então. Quando começou a produção da série animada de What If...?, porém, uma das ideias apresentadas pelo roteirista Matthew Chauncey foi justamente a de visitar o Universo Zumbi, mas usando personagens e características dos filmes lançados nas três primeiras Fases do MCU. Essa ideia acabaria se transformando em um roteiro do próprio Chauncey, que, por sua vez, daria origem ao quinto episódio, E se... zumbis?!.

Em junho de 2021, antes mesmo da estreia de What If...?, em agosto, os Marvel Studios anunciariam que mais três séries animadas estavam em pré-produção, todas elas sendo spin-offs de What If...?, ou seja, ambientadas em universos alternativos, e não na agora chamada Linha do Tempo Sagrada do MCU. No mês seguinte, seria anunciado que essas séries ainda estavam em estágio muito preliminar, e que nenhuma delas estrearia antes de 2023. Em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, seria oficialmente anunciado que uma dessas séries seria Marvel Zombies (que, em português, por alguma razão, viraria Marvel Zumbis, e não Zumbis Marvel); das outras duas não se falaria mais nada, e o mais provável é que tenham sido canceladas.

Na mesma ocasião, seria anunciado que Bryan Andrews, diretor da primeira temporada e de quase todos os da segunda e terceira de What If...?, também seria o diretor de todos os episódios de Marvel Zumbis, além de seu showrunner. Andrews diria que, após assistirem ao episódio, Feige e o produtor Brad Winderbaum gostaram tanto que convocaram uma reunião para transformar sua história em um longa-metragem animado, durante a qual se chegaria à conclusão de que o melhor seria uma minissérie, pois assim eles conseguiriam contar com o Homem-Aranha - que, segundo os termos do contrato entre Marvel e Sony, não pode aparecer em longa-metragens de animação produzidos pelos Marvel Studios. Marvel Zumbis seria uma das sensações da Comic-Con de 2022, na qual Feige confirmaria que a série faria parte do "Multiverso Animado Marvel", e que teria classificação TV-MA (inadequada para menores de 18 anos), para que pudesse contar "com toda a carnificina que se espera de uma série sobre zumbis".

A produção da série acabaria sofrendo muitos atrasos, o maior deles em 2023, quando ocorreram a greve dos roteiristas e uma reunião de emergência entre os executivos da Disney e da Marvel para tratar do baixo desempenho das produções da Fase 4, que levou a uma reestruturação de vários projetos em andamento. Após essa reunião, Zeb Wells, que havia sido roteirista de um dos episódios de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, e, futuramente, seria um dos co-roteiristas de Deadpool & Wolverine, seria escolhido para ser o chefe da equipe de roteiristas de Marvel Zumbis. Wells discutiria detalhes da história com Andrews, e acabaria sendo o único roteirista - com todos os episódios sendo creditados a "Zeb Wells, a partir de uma história de Bryan Andrews e Zeb Wells". Antes do lançamento da série, a Disney decidiria creditar Andrews e Wells como co-showrunners e co-criadores da série, já que ambos haviam mesmo feito tudo juntos - exceto dirigir, função apenas de Andrews.

Andrews ficaria satisfeito com a classificação TV-MA, dizendo que, assim, eles não precisariam se conter, e Winderbaum definiria a série como "intensa", com nível de violência comparável à dos quadrinhos dos Zumbis Marvel, diferente de tudo o que já se havia visto em uma animação do MCU. Andrews declararia não estar criando uma história de zumbis, mas uma grande aventura, com momentos de humor, ação, violência, drama e emoção, usando temas de esperança e desespero. Em alguns diálogos os personagens xingam, algo extremamente incomum para uma produção Disney, o que levaria Andrews e Wells a ter que dar uma declaração de que isso só ocorre nos momentos apropriados, com eles sempre tentando não fazer dos personagens bocas-sujas de forma gratuita.

A série é ambientada cinco anos após os eventos de E se... zumbis?!, e mostra um grupo de heróis andarilhos sobrevivendo às investidas de uma horda de zumbis controlados por Wanda Maximoff, a Rainha dos Mortos; acidentalmente, eles descobrem uma forma de evitar que a infecção zumbi se alastre ainda mais, mas Wanda tem planos de usar um poder inimaginável, protegido pelo Hulk, para transformar todos os habitantes do planeta em zumbis sob o seu comando, o que faz com que ela precise ser detida, ou de nada os esforços dos heróis adiantarão.

Assim como What If...?, Marvel Zumbis conta em seu elenco com atores que participaram dos filmes e séries do MCU repetindo seus papéis, e com dubladores profissionais substituindo aqueles que não puderam ou não quiseram participar. Dentre os atores que repetem seus papéis do MCU estão Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro; Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira; Kerry Condon como a inteligência artificial Sexta-Feira; Florence Pugh como Yelena Belova; David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho; Simu Liu como Shang-Chi; Awkwafina como Katy Chen; Randall Park como Jimmy Woo; Wyatt Russell como John Walker; Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga; Adam Hugill como Rintrah; Sheila Atim como Sara; Tessa Thompson como Valquíria; F. Murray Abraham como Khonshu (no terceiro episódio); Zenobia Shroff como Muneeba Khan; e Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff / Rainha dos Mortos. Os dubladores que repetem seus papéis de What If...? são Hudson Thames como Peter Parker / Homem-Aranha; Kenna Ramsey como Okoye; Kari Whalgren como Melina Vostokoff; Feodor Chin como Xu Wenwu; Rama Vallury como Helmut Zemo; e Piotr Michael como Khonshu (no quarto episódio). Dubladores novos incluem Todd Williams como Eric Brooks / Blade, e Greg Furman como Thor. Também participam Daniel Swain, Isaac Robinson-Smith, Debra Wilson, Alison Haislip, Dave Boat, Terri Douglas, Robin Atkin Downes, Matthew Yang King, Andrew Morgado, Ashley Peldon, Michael Ralph, Fred Tatasciore, Mike Vaughn e Matthew Wood como vozes adicionais. Personagens do MCU que fazem participações especiais, sem falas, alguns deles como zumbis, incluem T'Challa / Pantera Negra, Mercador da Morte, Ikaris, Rocky, Groot, Bruce Banner/ Hulk, Clint Barton / Gavião Arqueiro, Steve Rogers / Capitão América, Emil Blonsky / Abominável, Ava Starr / Fantasma, Carol Danvers / Capitã Marvel, Namor, Hank Pym, Janet van Dyne, Hope van Dyne / Vespa, Thanos e o Vigia.

Marvel Zumbis seria a primeira produção Marvel a contar com a presença do Pantera Negra após o falecimento do ator Chadwick Boseman. Em respeito ao fato de a Marvel ter decidido aposentar o personagem nos cinemas ao invés de substituir Boseman, na série o Pantera Negra não fala, para que não precisasse ser escalado um dublador; Andrews declararia que, caso Boseman não tivesse falecido, ele e Wells teriam usado o personagem em mais cenas e dado a ele maior importância. A série também conta com uma versão de Blade apelidada "Blade Knight", já que é um amálgama do personagem com o Cavaleiro da Lua. A inclusão de Blade seria sugerida por Feige, já que Marvel Zumbis estava sendo produzida ao mesmo tempo em que o novo filme do herói; após o adiamento do filme por tempo indeterminado, Andrews e Wells decidiram mudar o personagem, fazendo com que, nesse universo, ele tenha sido escolhido para ser o Punho de Khonshu ao invés de Marc Spector.

O estilo de animação seria o mesmo de What If...?, utilizando cel-shading e com os personagens lembrando os atores que os interpretaram no MCU; no caso de Blade, seria usado como modelo Mahershala Ali, que ainda tem contrato para interpretá-lo em um filme. Todos os episódios ficariam a cargo do Stellar Creative Lab, um dos estúdios que trabalharam em What If...?, supervisionados pela Marvel Studios Animation, com Paul Lasaine servindo como supervisor de animação. Como uma piada interna, todos os animadores da série emprestariam suas feições a zumbis.

Marvel Zumbis teria apenas quatro episódios, todos eles estreando no Disney+ em 24 de setembro de 2025, com essa data sendo anunciada de surpresa pela Disney pouco mais de um mês antes; originalmente, a ideia era que a série estreasse em outubro de 2024 como um especial de Halloween, mas, como a produção estava ligeiramente atrasada, a Marvel Studios Animation decidiria não colocá-la para competir com Agatha Desde Sempre, que ainda estaria no ar, e, em outubro de 2024, anunciaria que Marvel Zumbis estrearia em outubro de 2025, aproveitando para dar um polimento aqui e ali em alguns episódios - o que expandiria a participação de Khonshu e faria com que Michael tivesse de gravar suas novas falas, já que Abraham não estava disponível na época. A audiência superaria todas as expectativas da Disney, com Marvel Zumbis sendo a série mais assistida do Disney+ em mais de 30 países em sua semana de lançamento, e a terceira mais assistida dos Estados Unidos considerando todos os streamings. A crítica ficaria dividida, considerando a série divertida, mas sem originalidade.

Pouco antes da estreia da série, Winderbaum comentaria que, originalmente, existia a possibilidade de que fosse lançada uma segunda temporada, dependendo da reação do público à primeira, mas que, como Marvel Zumbis "foi pega no meio da reestruturação do MCU", que ocorreu no final de 2023, esses planos foram cancelados, com Wells sendo orientado a escrever um final, para que a série fosse fechada, com apenas uma temporada. Ainda assim, como Wells escreveu um final "mais ou menos aberto", e a audiência foi maior que a esperada pela Marvel, Andrews mantém a esperança de que uma segunda temporada seja autorizada, e diz já estar conversando com Wells sobre quais personagens poderiam usar, sendo seu preferido o Soldado Invernal.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
•Olhos de Wakanda
•Marvel Zumbis

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sábado, 30 de maio de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XIX)

Após um intervalo um pouco mais longo que o normal, seguiremos com a Fase 5 do MCU, com duas séries animadas!

What If...?
3ª temporada
2024

No planejamento interno dos Marvel Studios, as Fases 1, 2 e 3 do MCU são coletivamente chamadas de Saga do Infinito, enquanto as Fases 4, 5 e 6 são a Saga do Multiverso; assim, era natural que What If...?, série intrinsecamente ligada ao Multiverso, em seu planejamento inicial tivesse três temporadas, uma estreando em cada Fase da segunda Saga.

Em fevereiro de 2023, entretanto, uma reunião de emergência seria realizada envolvendo executivos da Disney e da Marvel. O motivo: produções recentes, como Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, Invasão Secreta e As Marvels não tiveram o desempenho esperado, e, para grande parte da crítica e dos fãs, o motivo seria que os Marvel Studios estavam priorizando quantidade ao invés de qualidade, preocupados apenas em lançar o maior número de produções possível, sem o esmero que elas mereciam - para corroborar esse fato, era frequentemente citado que as Fases 1, 2 e 3, juntas, tinham 23 filmes, enquanto somente a Fase 4, somando filmes, séries e especiais para a TV, tinha 18 produções. O CEO da Disney, Bob Iger, declararia que esse excesso de produções estava "diluindo o foco e a atenção do público", atribuindo a essa causa o insucesso das produções recentes, e não à qualidade das mesmas, e determinaria um "pé no freio" nas produções seguintes, recomendando um máximo de cinco lançamentos por ano, sendo três filmes e duas séries.

É importante notar que, quando essa reunião foi feita, ainda não havia ocorrido a greve dos roteiristas de 2023, que acabaria atrasando ainda mais o cronograma, fazendo com que, por exemplo, Deadpool & Wolverine fosse o único filme dos Marvel Studios lançado em 2024, e Demolidor: Renascido tivesse seus episódios cortados pela metade e sua data de estreia adiada para 2025; o novo filme do Blade ainda fazia parte dos planos, e Jonathan Majors ainda não havia sido demitido, o que significava que Kang ainda seria o vilão principal da segunda Saga. Todos esses acontecimentos levariam a mudanças profundas na grade de lançamentos do MCU, colocando em risco a produção de uma terceira temporada de What If...?.

A terceira temporada havia sido confirmada por Kevin Feige antes mesmo da estreia da segunda, em julho de 2022; na mesma ocasião, A.C. Bradley, showrunner e principal roteirista das duas temporadas, sem citar uma razão em específico, declararia que a segunda havia sido seu último projeto com os Marvel Studios, com ambos seus cargos passando na terceira temporada para Matthew Chauncey, que havia sido, junto com ela, roteirista das duas temporadas. Nos meses seguintes, seriam confirmados na terceira temporada os diretores Bryan Andrews, diretor de todos os episódios até então exceto o primeiro da segunda temporada, e Stephan Franck, diretor desse episódio e supervisor de animação da primeira temporada, e o supervisor de animação Scott Wright, que já havia ocupado esse cargo na segunda temporada. Assim como as duas primeiras temporadas, originalmente a terceira teria nove episódios, mas, para conseguir cumprir o prazo estabelecido pela Disney para a estreia, a equipe optaria por apenas oito, um deles sendo um roteiro escrito por Bradley para a segunda temporada, mas não utilizado.

Na fatídica reunião de 2023, o cancelamento da terceira temporada chegaria a ser cogitado, mas o produtor Brad Winderbaum conseguiria reverter a situação alegando que a produção já estava adiantada e seria perda de dinheiro interrompê-la. Exatamente por causa disso, porém, não fazia sentido esperar até a Fase 6 para lançá-la, sendo determinado que a segunda temporada estrearia em dezembro de 2023 e a terceira um ano depois, em dezembro de 2024, ambas como parte da Fase 5. Em agosto de 2024, quando todos os episódios já estavam prontos, a Marvel anunciaria que a terceira temporada seria a última, fato que já havia sido determinado quando Chauncey assumiu como showrunner, mas estava sendo mantido em segredo desde então; em novembro, Winderbaum declararia que o encerramento da série de daria por "razões maiores do MCU", e que era "a hora certa de concluir a série em termos de narrativa", mas não descartaria a produção de novas temporadas ou episódios especiais no futuro.

A terceira temporada é permeada por um arco de história no qual os demais Vigias se irritam com o comportamento do Vigia (que finalmente é chamado na série por seu nome nos quadrinhos, Uatu), que deveria apenas observar, mas não para de interferir, decidindo removê-lo de seu posto e julgá-lo por traição. Sua única esperança é uma equipe formada por Capitã Carter, Kahhori, Tempestade (dos X-Men) e Byrdie, filha de Darcy Lewis com Howard, o Pato. Essa equipe foi criada secretamente pelo próprio Vigia, e tem uma nave capaz de viajar pelo Multiverso, lutando contra a injustiça - algo que foi considerado hediondo pela Eminência, líder dos Vigias. Os episódios seriam ainda mais, digamos, ousados que os das temporadas anteriores, contando com um no qual os Vingadores pilotam robôs gigantes como em um anime, um musical estrelado por Agatha e Kingo, um ambientado num futuro distópico e um no Velho Oeste, além do episódio no qual Howard e Darcy se casam, continuação direta de um dos episódios da primeira temporada.

Ideias descartadas incluíam um episódio estrelado por samurais e inspirado em Romeu e Julieta; um de fantasia medieval que ao final seria revelado como a narração de uma partida de Dungeons & Dragons; um ao estilo wuxia estrelado pelo Punho de Ferro e Shang-Chi; e nada menos que seis episódios que contavam com a participação da banda Kiss - um deles, uma batalha intergaláctica de bandas na qual os integrantes do Kiss eram os jurados, chegaria a ter um roteiro pronto. Andrews daria ideias para episódios envolvendo o Motoqueiro Fantasma e Bill Raio Beta, mas receberia orientação da cúpula dos Marvel Studios para descartá-las, pois os personagens poderiam aparecer em projetos futuros e não era do interesse dos executivos que eles estreassem em What If...?. Curiosamente, a equipe não sabia que poderia usar personagens dos X-Men livremente; a inclusão de Tempestade na equipe do Vigia foi sugestão de Winderbaum, e Andrews achou que somente ela havia sido autorizada. Ao ser informado, já durante a pós-produção, de que poderia ter usado outros X-Men se quisesse, ele demonstrou arrependimento por não ter tido a ideia para um episódio estrelado por Wolverine.

Em termos de roteiro, aliás, a terceira temporada - exceto pelo episódio escrito por Bradley para a segunda temporada - seria uma espécie de esforço conjunto, com o primeiro episódio tendo ideia de Bradley e Andrews e roteiros de Ryan Little, e os outros seis tendo ideia de Andrews, Chauncey e Little e roteiro de Chauncey e Little. Andrews dirigiria três dos episódios, Franck quatro, e os dois juntos dirigiriam o restante; Andrews também seria supervisor de produção ao lado de Wright no episódio do Velho Oeste. Seis dos episódios ficariam a cargo da Flying Bark Productions, e os outros dois da Stellar Creative Lab, incluindo o episódio dos robôs gigantes, que começa com animação imitando a de um anime, antes de mudar para o cel-shading característico da série.

A terceira temporada de What If...? seria a primeira produção do MCU a trazer em seu início o logotipo da Marvel Animation, ao invés do dos Marvel Studios; em português, os títulos dos episódios seriam E Se... o Hulk Lutasse contra os Vingadores Mech?, E Se... Agatha Fosse para Hollywood?, E Se... O Guardião Vermelho Tivesse Impedido o Soldado Invernal?, E Se... Howard, o Pato, Se Casasse?, E Se... A Emergência Destruísse a Terra?, E Se... 1872?, E Se... O Vigia Desaparecesse?, e E Se... E Se?.

Os atores que repetiram suas atuações dos demais filmes e séries do MCU foram Alison Sealy-Smith como Ororo Munroe / Tempestade, Anthony Mackie como Sam Wilson / Capitão América, Chris Hemsworth como Thor, Clark Gregg como Phil Coulson, David Harbour como Alexei Shostakov / Guardião Vermelho, David Kaye como Arishem, Devery Jacobs como Kahhori, Dominic Cooper como Howard Stark, Dominique Thorne como Riri Williams / Coração de Ferro, Emily VanCamp como Sharon Carter, Gene Farber como Vasily Karpov, Hailee Steinfeld como Kate Bishop, Hayley Atwell como Peggy Carter / Capitã Carter, James D'Arcy como Edwin Jarvis, Jeffrey Wright como Uatu / Vigia, Josh Brolin como Thanos, Karen Gillan como Nebulosa, Kat Dennings como Darcy Lewis, Kathryn Hahn como Agatha Harkness, Kumail Nanjiani como Kingo, Laurence Fishburne como Bill Foster / Golias, Mark Ruffalo como Bruce Banner / Hulk, Meng'er Zhang como Xu Xialing, Michael Rooker como Yondu Udonta, Oscar Isaac como Marc Spector / Cavaleiro da Lua, Rachel House como Topaz, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Sebastian Stan como Bucky Barnes / Soldado Invernal, Seth Green como Howard, Teyonah Parris como Monica Rambeau, Simu Liu como Shang-Chi, Taika Waititi como Korg, Tessa Thompson como Valquíria, Tom Hiddleston como Loki, Tom Vaughan-Lawlor como Fauce, Walton Goggins como Sonny Burch, e Wyatt Russell como John Walker / Agente Americano. Dentre os dubladores profissionais que substituíram os que não quiseram ou puderam participar estão Alejandro Saab como Quentin Beck / Mystério, Alexandra Daniels como Carol Danvers / Capitã Marvel, Andrew Morgado como Laufey, Brittany Adebumola como Nakia, Darin De Paul como Zeus, David Chen como Wong, Fred Tatasciore como Groot, Jared Butler como Kaecilius, Kari Wahlgren como Melina Vostokoff e Carina Tivan, Kenna Ramsey como Okoye, Kiff VandenHeuvel como Obadiah Stane, Matt Friend como o Grão-Mestre, Michelle Wong como Ying Nan, Piotr Michael como Dreykov, Ross Marquand como Ultron, e Steven French como Malekith. Novos personagens incluem Natasha Lyonne como Byrdie, America Ferrera como a patrulheira Morales, Allen Deng como Kwai Jun-Fan, Jason Isaacs como a Eminência, e D.C. Douglas e Darin De Paul como Vigias.

A terceira temporada de What If...? estrearia no Disney+ em 22 de dezembro de 2024, com um episódio sendo lançado por dia até 29 de dezembro. Andrew acharia a data de lançamento muito apertada em relação ao prazo de produção, mas a Disney não aceitaria adiá-la para 2025; seria isso que faria com que a temporada fosse reduzida de nove para oito episódios, permitindo que toda a produção estivesse concluída em outubro de 2024. A Disney mais uma vez não divulgou a audiência, e a crítica ficaria dividida, elogiando as atuações, mas criticando alguns dos roteiros. Wright seria indicado ao Emmy de Melhor Performance de Dublagem de um Personagem, e o episódio do Velho Oeste seria indicado ao de Melhor Edição de Som para um Programa de Animação.

Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha
Your Friendly Neighborhood Spider-Man
1ª temporada
2025

Em 2016, quando foi firmado o acordo entre Disney e Sony para que o Homem-Aranha pudesse fazer parte do MCU, Kevin Feige determinaria que o primeiro filme do herói produzido pelos Marvel Studios não seria um "filme de origem". Segundo ele, os espectadores já haviam visto como Peter Parker se tornou o Homem-Aranha duas vezes, e ambos os filmes ainda eram recentes, de forma que o tempo gasto explicando a origem do herói poderia ser melhor aproveitado para contar uma de suas aventuras. Assim, o Homem-Aranha estrearia em Capitão América: Guerra Civil já como um herói estabelecido, e seu primeiro filme no MCU, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, seria continuação deste, sem contar a origem do herói nem mesmo em flashbacks.

Em 2019, entretanto, durante uma reunião da equipe criativa de What If...? na qual se discutiria qual seria a próxima série animada dos Marvel Studios, uma das propostas foi a de uma que contasse a origem do Homem-Aranha no MCU, começando com Parker sem poderes, passando por seu encontro com a aranha radioativa, a morte do Tio Ben, algumas aventuras heroicas, e terminando com seu encontro com Tony Stark que levaria aos eventos de Guerra Civil. Feige e Winderbaum aprovariam a proposta, mas a série só começaria a sair do papel em novembro de 2020, quando Jeff Trammell apresentaria suas ideias para X-Men '97, criando uma série totalmente nova, sem nenhuma ligação com qualquer anterior. Isso iria de encontro ao que Winderbaum tinha em mente - fazer de X-Men '97 uma continuação direta da série animada dos X-Men dos anos 1990 - mas as ideias de Trammell seriam tão boas que o produtor, após rejeitar seu projeto, o convidaria para criar um para a nova série animada do Homem-Aranha.

Trammell criaria a estrutura de uma série que duraria quatro temporadas, com aventuras soltas a cada episódio, mas um arco que ligasse todos eles, que levaria o Homem-Aranha from zero to hero, "do nada a um herói". Feige gostaria dessa estrutura principalmente porque o High School, o Ensino Médio dos Estados Unidos, dura quatro anos, o que permitiria que a série cobrisse um ano por temporada, dando à primeira o título provisório de Spider-Man: Freshman Year - com freshman significando "calouro".

A série seria oficialmente anunciada em novembro de 2021, durante o Disney+ Day, com Trammell sendo o showrunner e chefe da equipe de roteiristas, e estreia prevista para 2023. Em julho de 2022, seria anunciada uma segunda temporada, com o título provisório de Spider-Man: Sophomore Year - com sophomore sendo o apelido dado a quem está no segundo ano do High School ou da universidade, com o do terceiro sendo junior e o do quarto, senior. Trammell, contudo, não gostava desses títulos, porque achava que cada temporada estar presa a um ano escolar de Parker limitaria a equipe criativa, e, além do mais, se a ideia era fazer da série uma "prequência" de Guerra Civil, isso sequer seria possível, já que, nos três filmes do Homem-Aranha no MCU, Parker claramente ainda estava na escola. Feige, então, sugeriria o título Your Friendly Neighborhood Spider-Man, que faz referência a um dos apelidos do herói nos quadrinhos. Trammell adoraria, e decidiria dar a cada episódio da série um título também inspirado nos quadrinhos.

Faltava, ainda, uma alteração para que a série efetivamente entrasse em produção: de início, Trammell até tentaria fazer a série ambientada na "Linha do Tempo Sagrada" do MCU e levando aos eventos de Guerra Civil, mas tanto ele quanto os demais roteiristas achariam isso extremamente difícil, principalmente em relação aos personagens que poderiam usar - se quisessem usar um do MCU, teriam de respeitar tudo o que aconteceu antes e depois com ele; se quisessem usar um que ainda não tinha estreado no MCU, precisariam consultar a cúpula dos Marvel Studios e arriscar interferir na forma como esse personagem apareceria futuramente. Assim, em dezembro de 2023, Trammell receberia autorização para ambientar a série em uma linha do tempo alternativa dentro do Multiverso, recebendo autorização para usar quaisquer personagens e contar a história da forma como quisesse.

Em cada um de seus três filmes no MCU, Parker ter um "mentor" - Tony Stark no primeiro, Nick Fury no segundo, Dr. Estranho no terceiro - um personagem adulto com o qual contracena e o ajuda a se tornar um herói melhor - bom, talvez não o Dr. Estranho, mas vocês entenderam o conceito. Tendo carta branca para usar quaisquer personagens que quisesse, Trammell decidiria que o mentor de Parker na série seria Norman Osborn, que descobriria sua vida dupla e, matriculando-o no programa de jovens cientistas da Oscorp, o ajudaria a desenvolver seu traje e sua carreira de Homem-Aranha. A inclusão de Osborn também daria a oportunidade de o Homem-Aranha enfrentar alguns de seus vilões clássicos dos quadrinhos, como o Dr. Octopus, o Escorpião e o Camaleão, e reintroduzir no círculo de amigos de Parker o filho do empresário, Harry Osborn, que havia sido vetado no MCU quando o primeiro filme entrou em produção. Sem querer usar Mary Jane nem Gwen Stacy, a equipe de roteiristas optaria por colocar Pearl Pangan, personagem que existe nos quadrinhos mas não tem ligação como o Homem-Aranha, como interesse romântico para Parker,  mas a principal personagem feminina da série seria Nico Minoru (que, nos quadrinhos também não tem ligação com o Homem-Aranha, fazendo parte dos Fugitivos), melhor amiga de Parker, que é apaixonada por ele sem ele perceber.

A série começa com Parker conseguindo uma vaga na prestigiada Midtown High School, que tem um dos melhores programas de ciências do país, mas, em seu primeiro dia, uma criatura alienígena ataca a escola, sendo detida pelo Dr. Estranho. Durante a batalha, Parker salva Nico, com os dois se tornando amigos, e é mordido por uma aranha que surge de um portal junto com a criatura, ganhando seus poderes de Homem-Aranha. Infelizmente, a escola também é destruída, o que faz com que Parker e Nico tenham de ir à segunda opção, a Rockford T. Bales High School, onde também estudam Pearl e seu namorado, Lonnie Lincoln, amigo de Parker e capitão do time de futebol americano.

Alguns meses se passam e Parker, vestindo um uniforme caseiro, decide usar seus poderes para combater o crime sob o nome de Homem-Aranha. Um dia, ele salva Harry Osborn de um grupo de assaltantes, com Harry transmitindo a luta ao vivo em uma de suas redes sociais. Isso transforma o Homem-Aranha em uma celebridade, e faz com que Norman Osborn, que deduziu sua identidade, convide Parker para o programa de jovens cientistas de sua empresa, a Oscorp, onde ele será tutorado pelos cientistas Bentley Wittman e Carla Connors (que tem um braço só), e será colega do gênio Amadeus Cho, da wakandana Asha, e da misteriosa Jeanne Foulcault. Enquanto isso, Osborn o ajudará a melhorar seu traje e suas habilidades de Homem-Aranha, as quais ele usará para deter vários vilões para os quais Otto Octavius está vendendo tecnologia roubada da Oscorp.

O elenco principal conta com Hudson Thames (repetindo seu papel de What If...?) como Peter Parker / Homem-Aranha, Kari Wahlgren como a Tia May, Grace Song como Nico Minoru, Eugene Byrd como Lonnie Lincoln, Zeno Robinson como Harry Osborn, Hugh Dancy como Otto Octavius / Dr. Octopus, Charlie Cox como Demolidor, e Colman Domingo como Norman Osborn. O elenco recorrente conta com Cathy Ang como Pearl Pangam; Erica Luttrell como Asha, a Sra. Lincoln, mãe de Logan, e Emma, amiga de Pearl; Phil Lamarr como o Sr. Lincoln e o professor Sr. Taylor; Roger Craig Smith como o técnico da escola, Phil Grayfield, o chefe de segurança da Oscorp, John Gallo, e os vilões James Sanders / Corisco e Dmitri Smerdyakov / Camaleão; Anjali Kunapaneni como Jeanne Foucalt / Finesse; Aleks Le como Amadeus Cho; Paul F. Tompkins como Bentley Wittman; Zehra Fazal como Carla Connors e Susan O'Hara, mãe adotiva de Nico; Leilani Barrett como Big Donovan, líder da Gangue da 110; Ettore Ewen como Bulldozer, da mesma gangue; Anairis Quiñones como Carmilla Black, segunda em comando na Gangue dos Escorpiões, e Maria Vasquez, namorada e parceira no crime de Corisco; e Jonathan Medina como Mac Gargan / Escorpião. Participações especiais incluem Robin Atkins Downes como o Dr. Estranho; Jake Green como o vilão Butano; Matte Martinez como Andre, irmão mais novo de Lonnie; Travis Willingham como Mikhail Systevich e Thaddeus Ross; Sarah Natochenny como Mila Masaryk / Unicórnio; Mick Wingert como Tony Stark / Homem de Ferro; e Josh Keaton como Richard Parker. Em alguns episódios, Wahlgren também dubla Roxanna Volkov.

A equipe da Marvel Studios Animation optaria por fazer o desenho num estilo que lembrasse as histórias clássicas do Homem-Aranha, principalmente as desenhadas por John Romita, no que Trammell descreveu como "uma história em quadrinhos em movimento". Assim como What If...? e X-Men '97, o efeito foi conseguido através de cel shading, com as empresas Polygon Pictures e CGCG Inc. trabalhando na animação. A abertura lembraria um desenho animado da década de 1970, e, em cada episódio, terminaria com uma tela diferente, que lembrava a capa de uma revista do Homem-Aranha, com o título do episódio como se fosse o título da história. A música da abertura, Neighbor Like Me, seria composta por Leo Birenberg e Zach Robinson, tocada por The Math Club e cantada pelos rappers Relaye e Melo Makes Music, usando um sample da música de abertura da série do Homem-Aranha exibida entre 1967 e 1970, de Paul Francis Webster e Bob Harris.

A primeira temporada teria dez episódios, quatro, incluindo o primeiro, com roteiro de Trammell, quatro de Charlie Neuner, um de Raven Koné, e o último sendo escrito por Trammell e Neuner; a direção ficaria a cargo de Liza Singer (5 episódios), Stu Livingston (4 episódios, incluindo o último) e Mel Zwyer (só o primeiro). Os dois primeiros episódios estreariam no Disney+ em 29 de janeiro de 2025, com mais três estreando em 5 de fevereiro, três em 12 de fevereiro, e os dois últimos em 19 de fevereiro. A audiência não seria divulgada pela Disney, mas Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha seria um enorme sucesso de crítica, que elogiaria principalmente o fator nostalgia, o estilo da animação e a combinação de ação e comédia.

Em janeiro de 2025, antes mesmo da estreia da primeira temporada, Winderbaum confirmaria que a série seria renovada para uma terceira, e diria que a segunda já estava bem adiantada, com algumas cenas já estando sendo animadas. No mês seguinte, porém, ele lamentaria que tanto a segunda temporada de X-Men '97 quanto a de Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha estavam atrasadas, e prometeria ambas para o final de 2026, como parte da Fase 6; segundo ele, essas duas séries animadas eram "as prioridades máximas" dos Marvel Studios, com o planejamento sendo de uma nova temporada de cada sendo lançada a cada ano, sem atrasos.

Para terminar, vale citar que, entre dezembro de 2024 e abril de 2025, a Marvel Comics publicaria uma minissérie em quadrinhos também chamada Your Friendly Neighborhood Spider-Man. Ambientada no mesmo universo da série e trazendo os mesmos personagens, com roteiro de Christos Gage e arte de Eric Gapstur, a minissérie cobre o intervalo de "alguns meses" entre Parker ganhar seus poderes e começar a usá-los como Homem-Aranha, não mostrado no primeiro episódio da série. Segundo Trammell, é possível que novas edições sejam lançadas, caso outras passagens de tempo aconteçam na série, como, por exemplo, entre a primeira e a segunda temporadas.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•What If...?
(3ª temporada)
•Seu Amigão da Vizinhança Homem-Aranha
(1ª temporada)

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sábado, 7 de março de 2026

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Universo Cinematográfico Marvel (XVII)

E hoje seguimos com mais filmes e séries da Fase 5 do MCU!

As Marvels
The Marvels
2023

Antes mesmo da estreia de Capitã Marvel, em janeiro de 2019, Brie Larson diria em entrevistas que gostaria de fazer um segundo filme que contasse com a presença de Kamala Khan, já que, nos quadrinhos, Kamala é fã da Capitã Marvel e decide se tornar super-heroína para seguir os passos de sua ídolo. Em março de 2019, após a estreia do filme, Kevin Feige diria que a Marvel já estava discutindo ideias para um segundo, e que só faltava determinar se ele seria ambientado na década de 1990 ou no presente; pouco depois, Lashana Lynch diria ter interesse em voltar a interpretar Maria Rambeau no segundo filme, mesmo que ele fosse ambientado no presente. Em abril de 2019, Teyonah Parris seria escolhida para interpretar a versão adulta de Monica Rambeau (interpretada em Capitã Marvel por Akira Akbar), que, nos quadrinhos, também usou o nome Capitã Marvel, e, em agosto de 2019, seria anunciada oficialmente a série Miss Marvel, com Iman Vellani sendo escolhida para o papel de Kamala um ano depois.

A pré-produção do segundo filme da Capitã Marvel começaria em janeiro de 2020; após Anna Boden e Ryan Fleck recusarem o convite para dirigir a sequência, a Marvel negociaria com Megan McDonnell, uma das roteiristas de WandaVision, para escrever o roteiro, e convidaria Nia DaCosta, para que o segundo filme também tivesse uma diretora mulher, com sites de fofoca divulgando que Olivia Wilde e Jamie Babbit também foram consideradas. DaCosta, segundo ela mesma "uma nerd de quadrinhos confessa", trabalharia com McDonnell e com a produtora Mary Livanos, também de WandaVision, para que o filme se encaixasse no restante do MCU, mas, ao mesmo tempo, possibilitasse à diretora controle criativo. Sua primeira apresentação, elogiada por Larson, trazia Adam Warlock e viagens no tempo, que seriam vetados pela presença do personagem em Guardiões da Galáxia Vol. 3 e por viagens no tempo serem a tônica da segunda temporada de Loki.

Parris, que já havia trabalhado com DaCosta em A Lenda de Candyman, e Vellani seriam anunciadas como parte do elenco do filme em dezembro de 2020; em uma entrevista na ocasião, Larson diria que faria sentido as personagens terem estreado em outras produções antes, e que ela mesma havia conversado com Feige sobre essa possibilidade, que daria mais tempo de tela para que Danvers, Rambeau e Kamala aprofundassem sua relação, sem ter de introduzir duas personagens novas. Em fevereiro de 2021, Zawe Ashton seria anunciada como a vilã do filme, e DaCosta diria em uma entrevista que todos os roteiros de Miss Marvel, que ainda não havia estreado, já estavam escritos, o que ajudava as roteiristas de Capitã Marvel 2, pois elas já sabiam tudo o que ocorreria com Kamala na série. Em abril, as filmagens começariam em Jersey City, e, em maio, a Marvel anunciaria que o título oficial do filme seria The Marvels, devido à presença de duas Capitãs Marvel e uma Miss Marvel.

Por incrível que pareça, surgiram boatos de que esse título poderia ter ligação com a minissérie dos quadrinhos Marvels, de 1994, e que o filme mostraria as personagens interferindo em eventos históricos da Marvel da década de 1990 até os dias atuais; houve também quem dissesse que, no filme, Danvers, Rambeau e Kamala seriam uma família, como a "Família Marvel" de Shazam. Ambos esses boatos não se sustentaram, não sendo nem necessário que a Marvel os desmentisse oficialmente.

DaCosta declararia que, assim como seus outros projetos, As Marvels lidaria com perda e trauma, mas seria um filme para toda a família, mais leve que A Lenda de Candyman e Little Woods, que têm temática semelhante; uma das principais inspirações das roteiristas seria A Guerra Kree-Skrull, clássica saga dos Vingadores nos quadrinhos, publicada em 1971. Feige declararia que tanto As Marvels quanto Invasão Secreta seriam continuações diretas de Capitã Marvel, mas que cada um teria um estilo diferente, e que os eventos de um não teriam influência sobre os do outro. Curiosamente, inclusive, As Marvels deveria ter estreado antes de Invasão Secreta, mas acabaria estreando depois, o que deixaria alguns espectadores confusos, já que os eventos do filme são ambientados antes dos da série.

O primeiro atraso que levaria a isso ocorreria no início das filmagens, que deveriam começar em maio de 2021, mas só começariam em julho, devido aos protocolos da pandemia, ainda em vigor - com Larson só conseguindo começar a gravar suas cenas em agosto. As filmagens ocorreriam nos Pinewood Studios, em Londres, e nos Longcross Studios, em Surrey, e, em sua maior parte, seriam em estúdio e com chroma key; ao todo, 54 sets seriam criados em estúdio para o filme, incluindo a nave de Danvers, a estação espacial, a casa de Maria Rambeau, a casa da família Khan e ambientes de cinco planetas diferentes. As poucas cenas externas seriam filmadas em Jersey City, Los Angeles e em Tropea, na Itália. Os efeitos especiais ficariam a cargo da Industrial Light & Magic, Rise FX, Rising Sun Pictures, Sony Pictures Imageworks, Trixter, Weta FX, e Wylie Co.

Ao todo, as filmagens levariam quase um ano; Jackson teria que regravar algumas cenas enquanto filmava Invasão Secreta, e Larson gravaria sua participação no último episódio de Miss Marvel enquanto também regravava algumas de suas cenas do filme, em junho de 2022. DaCosta filmaria a cena como parte de As Marvels, e ficaria surpresa ao vê-la na série, com os diretores da série, Adil El Arbi e Bilall Fallah, também declarando que não sabiam que a cena seria incluída em Miss Marvel e se dizendo igualmente surpresos. Em janeiro de 2023, DaCosta declararia que Elissa Karasik, que foi roteirista em Loki, e Zeb Wells, de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, teriam revisado o roteiro antes de as filmagens começarem, mas somente Karasik seria creditada, junto a DaCosta e McDonnell.

Originalmente, a estreia do filme estava prevista para novembro de 2022, sendo adiada para julho de 2023 após o atraso nas filmagens; em fevereiro de 2023, a data de estreia seria adiada novamente, para novembro, com a Disney usando como justificativa que estava "reavaliando os custos e o retorno das produções Marvel". Em abril de 2023, vazaria para a imprensa que Feige havia ficado extremamente insatisfeito com a bilheteria de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania, e teria ordenado uma "reformulação maciça" do filme, que levaria a mais filmagens e refilmagens; isso jamais seria confirmado oficialmente nem pela Disney, nem pela Marvel, mas, em junho de 2023, a ocorreria um "teste público" - uma sessão prévia aberta do filme, para colher depoimentos de quem o assistiu, diferente de uma plateia de teste, que é uma exibição fechada para um grupo específico - algo extremamente incomum para uma produção do grupo Disney, com relatos de que a plateia havia ficado "dividida" quanto à qualidade do filme.

Após os eventos de Capitã Marvel, Carol Danvers retorna a Hala, planeta natal dos Kree, e destrói a Inteligência Suprema, o supercomputador que os governava, imaginando que os estaria libertando, mas na verdade mergulhando os Kree em uma guerra civil que quase os levaria ao extermínio, praticamente inutilizando a água e a atmosfera do planeta e a estrela em torno da qual Hala orbita. Anos se passam e, na época atual, Dar-Benn, atual Supremor dos Kree, encontra um dos lendários braceletes quânticos, usados na antiguidade para criar os pontos de salto espacial, e inicia um plano para restaurar Hala à sua antiga glória, criando pontos de salto artificiais que roubam recursos naturais de planetas que foram antigas colônias dos Kree. Após um incidente bizarro, Danvers, Monica Rambeau e Kamala Khan - cujo bracelete que confere seus poderes é o par do bracelete quântico encontrado por Dar-Benn - têm seus poderes embaralhados, fazendo com que, toda vez que duas delas usam seus poderes ao mesmo tempo, ocorra um teletransporte e uma troque de lugar com a outra. Danvers decide impedir Dar-Benn antes que ela concretize seu plano, mas, devido ao embaralhamento, tem que levar Rambeau e Kamala junto, criando uma equipe improvável.

O elenco conta com Brie Larson como Carol Danvers / Capitã Marvel; Teyonah Parris como Monica Rambeau; Iman Vellani como Kamala Khan / Miss Marvel; Zawe Ashton como Dar-Benn; Samuel L. Jackson como Nick Fury; Gary Lewis como o Imperador Dro'ge dos skrulls; Park Seo-joon como o Príncipe Yan do planeta Aladna, que tem um passado em comum com Danvers; Zenobia Shroff como Muneeba; Mohan Kapur como Yusuf; Saagar Shaikh como Amir; Leila Farzad como Talia; Abraham Popoola como Dag; e Daniel Ings como Ty-Rone. Fazem participações especiais Lashana Lynch como Maria Rambeau, Tessa Thompson como Valquíria, Hailee Steinfeld como Kate Bishop / Gaviã Arqueira, e Kelsey Grammer como Hank McCoy / Fera.

As Marvels teria uma pré-estreia em Las Vegas em 7 de novembro de 2023, e estreia mundial em 9 de novembro - com as mais notáveis exceções sendo a Coreia do Sul, onde estreou dia 8, e os Estados Unidos e a China, onde só estreou dia 10. Larson, Parris e Vellani fariam várias aparições em convenções e eventos para promover o filme, mas não estariam presentes na pré-estreia devido à greve dos atores e roteiristas de Hollywood; DaCosta chegaria a expressar preocupação de que a campanha de promoção do filme fosse afetada pela greve, mas esta acabria terminando em 9 de novembro, com Larson participando do programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon já no dia 10. Também houve uma preocupação de que o filme não pudesse estrear em IMAX, já que Duna: Parte 2 estava previsto para estrear 3 de novembro, monopolizando as salas, mas, por causa da greve, Duna seria adiado para fevereiro, o que liberaria as salas IMAX para As Marvels.

Infelizmente, As Marvels seria o primeiro grande fracasso de bilheteria do MCU, tendo a bilheteria mais baixa de todos os 33 filmes lançados até então: com orçamento de 374 milhões de dólares, renderia apenas 84,5 milhões nos Estados Unidos e 206,1 milhões quando somadas as bilheterias do mundo inteiro - a expectativa da Disney, antes do lançamento, era que o filme rendesse cerca de 700 milhões somando todo o planeta. Apesar disso, o filme ainda entraria para a história como o de maior bilheteria dirigido por uma mulher negra. A crítica em geral não colocaria a culpa do fracasso em má qualidade do filme, considerando-o divertido, energético e elogiando o ritmo, a direção e a química entre as três protagonistas, com todas as três atrizes sendo bastante elogiadas, especialmente Vellani, que, para muitos, roubava todas as cenas nas quais aparecia.

A culpa do fracasso acabaria sendo atribuída ao fato de que era necessário muito "dever de casa" para entender o filme, que tinha ligações com Capitã Marvel, Miss Marvel, WandaVision e até mesmo Homem-Aranha: Longe de Casa, o que teria afastado os espectadores casuais; Feige concordaria, e diria que muitos espectadores podem ter achado que era necessário ter assistido às séries do Disney+ para compreender o filme, e que a Disney havia falhado em não deixar claro que esse não era o caso. O CEO da Disney, Bob Iger, pareceu pensar diferente, entretanto, e deu uma declaração extremamente polêmica, dizendo que o fracasso do filme vinha da "falta de supervisão por parte do estúdio em relação ao que as equipes de filmagem estavam fazendo durante a pandemia"; essa declaração seria vista como uma tentativa de culpar DaCosta pelo fracasso do filme, e acabaria sendo considerada sexista, já que Iger não havia falado nada quanto a supervisão em relação a outros dois fracassos da Disney filmados durante a pandemia, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania e Indiana Jones e a Relíquia do Destino, ambos dirigidos por homens.

What If...?
2ª temporada
2023

A Marvel daria luz verde para uma segunda temporada de What If...? em dezembro de 2019, não somente antes de a primeira ir ao ar, mas também antes que alguns dos episódios da primeira temporada estivessem concluídos. O planejamento original de Kevin Feige, inclusive, era que cada temporada estreasse durante uma Fase, com a primeira fazendo parte da Fase 4, a segunda da Fase 5, e a terceira da Fase 6 - algo que, como veremos daqui a alguns meses, acabou tendo de ser alterado.

De qualquer forma, também em dezembro de 2019, a showrunner e principal roteirista da primeira temporada, A.C. Bradley, seria confirmada nos mesmos cargos, com também sendo confirmados o retorno do roteirista Matthew Chauncey e do diretor Bryan Andrews. Segundo o planejamento inicial de Feige, tanto a primeira quanto a segunda temporada teriam 10 episódios cada, mas como, devido à pandemia, um dos episódios da primeira não ficou pronto a tempo para a estreia, ele foi movido para a segunda, e ficou determinado que as temporadas teriam 9 episódios cada - o que significava que Bradley e Chauncey só teriam de escrever oito novos. Esses roteiros seriam escritos entre janeiro e outubro de 2020, com Bradley e Chauncey tendo de se comunicar de forma remota durante a pandemia; Bradley declararia em entevistas que isso faria com que eles tentassem fazer os roteiros da segunda temporada mais leves e divertidos que os da primeira, já que "parecia que o mundo estava se acabando lá fora", então eles queriam fazer da série "uma válvula de escape" para os espectadores. Isso levaria ao descarte de um roteiro que ela havia escrito antes de a quarentena da pandemia ser decretada, estrelado por Peter Parker e baseado no filme Filhos da Esperança, de 2006, que, no contexto da pandemia, ela estava achando "muito sombrio".

Segundo o produtor Brad Winderbaum, o mundo havia mudado e o Universo Marvel também, então era necessário que os episódios da segunda temporada fossem "mais loucos" que os da primeira, no sentido de que deveriam ter ainda menos a ver com os filmes e séries nos quais eram inspirados, o que ajudaria a criar uma sensação de que o Multiverso era realmente diverso, ao invés de ter apenas diferenças pontuais em relação à Linha do Tempo Sagrada. Bradley diria que isso se refletiria em mais histórias contadas a nível pessoal, ao invés do "precisamos salvar o mundo enquanto todo mundo morre" quase onipresente na primeira temporada. Os episódios da segunda temporada fariam homenagens a diversos gêneros do cinema, contando com um film noir, um de espionagem, um filme de ação dos anos 1980, um de fantasia medieval e um pós-apocalíptico ao estilo Mad Max.

Inicialmente, Bradley e Chauncey pensariam em usar somente ideias descartadas da primeira temporada, como um episódio especial de Natal inspirado em Duro de Matar, mas, quando autorizou a segunda, Feige autorizou também o uso de personagens e e situações da Fase 4 - para a primeira temporada, ele pediria que só fossem utilizados personagens e situações das Fases 1, 2 e 3 - o que faria com que os roteiristas discutissem várias novas ideias para histórias; dentre as novas ideias descartadas estariam um episódio musical, um estrelado pelos animais de estimação dos Vingadores, e um ambientado na épóca dos piratas, no qual Brock Rumlow era um capitão pirata chamado Ossos Cruzados que considera mudar de vida. Além da história baseada em Filhos da Esperança, Bradley acabaria descartando mais um roteiro completo, estrelado pelo Guardião Vermelho e pelo Soldado Invernal, mas que acabaria se tornando um dos episódios da terceira temporada.

Segundo Bradley, Feige pediria para que, assim como o da primeira, o último episódio da segunda temporada fosse a culminação de um arco de história, contando com a participação de personagens de vários universos diferentes. Bradley e Chauncey decidiriam, ao invés do Vigia, usar a Capitã Carter, personagem que havia se tornado muito popular dentre os fãs, como ligação entre as histórias que culminariam no último episódio; isso acabaria sendo mal recebido por parte dos espectadores, que reclamariam que a segunda temporada era menos What If...? e mais As Aventuras da Capitã Carter. Bradley faria da Capitã Carter "um espelho do Vigia", alguém que entendesse seu desespero em somente observar sem poder interferir, ao mesmo tempo em que compreendesse quais interferências podem ser feitas sem colocar o Multiverso em risco, com o Vigia se tornando seu guia conforme ela se torna uma heroína de destaque no Multiverso.

A segunda temporada também traria um episódio extremamente ousado, no qual o Tesseract cai na América do Norte antes da chegada dos europeus, mudando a vida de uma tribo nativo-americana. Protagonizado por uma personagem criada especialmente para a série, a moicana Kahhori, o episódio é todo falado em moicano e espanhol, e não tem as chamadas hard subtitles - aquelas que são "garradas" no filme, sem poder ser desabilitadas - com o espectador tendo de ativar as legendas através do menu do Disney+. A Disney trabalharia junto a membros da Nação Moicana e a consultores da Smithsonian Institution para garantir que não somente o idioma fosse corretamente falado, mas também para que a representação dos nativo-americanos em relação à sua cultura, personalidade, ambientação, aparência, história e música fosse precisa.

O episódio estrelado por Kahhori seria escrito por Ryan Little; dentre os demais, quatro seriam escritos por Chauncey, incluindo o último, dois por Bradley, um pro Bradley e Chauncer, e um por Bradley e Little. Todos os episódios seriam dirigidos por Andrews, exceto o primeiro, dirigido por Stephan Franck, que havia sido o supervisor de animação da primeira temporada - na segunda, esse cargo ficaria com Scott Wright, com Wright e Franck atuando juntos no quarto episódio. Assim como a primeira temporada, a segunda seria supervisionada pela Marvel Studios Animation, mas a animação em si seria feita por vários outros estúdios, com dois episódios ficando a cargo da Stellar Creative Lab, três dos SDFX Studios, e quatro da Flying Bark Productions. A abertura seria a mesma da primeira temporada, mas com novas cenas no Muliverso fraturado; para o último episódio, a Perception, responsável pela abertura, criaria uma nova versão do logotipo dos Marvel Studios, apenas com cenas dos episódios de What If...?.

Em português, por alguma razão, a Disney trocaria o E se... no título dos episódios por um O que aconteceria se..., o que faria com que os nomes dos nove episódios fossem O que aconteceria se Nebulosa se juntasse à Tropa Nova?, O que aconteceria se Peter Quill atacasse os Heróis Mais Poderosos da Terra?, O que aconteceria se Happy Hogan salvasse o Natal?, O que aconteceria se o Homem de Ferro colidisse com o Grão-Mestre?, O que aconteceria se Capitã Carter lutasse contra o Esmagador da Hydra?, O que aconteceria se Kahhori remodelasse o mundo?, O que aconteceria se Hela encontrasse os Dez Anéis?, O que aconteceria se os Vingadores se reunissem em 1602? e O que aconteceria se Estranho Supremo interviesse?. Aliás, assim como o "vilão principal" da primeira temporada foi Ultron, o da segunda é Estranho Supremo, a versão do Dr. Estranho do episódio da primeira temporada E se o Doutor Estranho perdesse seu coração em vez das mãos?.

Mais uma vez, os Marvel Studios dariam carta branca para Bradley e Chauncey usarem todos os personagens que desejassem, com os atores que os interpretaram nos filmes sendo convidados para dublá-los, e os que não pudessem ou quisessem aceitar sendo substituídos por dubladores profissionais. Os atores que repetiram seus papéis dos filmes e séries do MCU, em ordem alfabética, são Atandwa Kani como T'Chaka / Pantera Negra, Benedict Cumberbatch como Stephen Strange / Dr. Estranho, Cate Blanchett como Hela, Chris Hemsworth como Thor, Clancy Brown como Surtur, Cobie Smulders como Maria Hill, Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff, Frank Grillo como Brock Rumlow, Gene Farber como Vasily Karpov, Hayley Atwell como Peggy Carter / Capitã Carter, Idris Elba como Heimdall, Jeff Goldblum como o Grão-Mestre, Jeremy Renner como Clint Barton / Gavião Arqueiro, John Slattery como Howard Stark, Jon Favreau como Happy Hogan, Josh Brolin como Thanos, Jude Law como Yon-Rogg, Karen Gillan como Nebulosa, Kat Dennings como Darcy Lewis, Kurt Russell como Ego, Laurence Fishburne como Bill Foster / Golias, Madeleine McGraw como Hope van Dyne, Mark Ruffalo como Bruce Banner / Hulk, Michael Douglas como Hank Pym / Homem-Formiga, Michael Rooker como Yondu Udonta, Paul Rudd como Scott Lang / Homem-Formiga, Peter Serafinowicz como Garthan Saal, Rachel House como Topaz, Rachel Weisz como Melina Vostokoff, Sam Rockwell como Justin Hammer, Samuel L. Jackson como Nick Fury, Sebastian Stan como Bucky Barnes / Soldado Invernal, Seth Green como Howard, Stanley Tucci como Abraham Erskine, Taika Waititi como Korg, Tessa Thompson como Valquíria, e Tom Hiddleston como Loki. Dentre os dubladores profissionais, temos Cynthia McWilliams como Gamora, Feodor Chin como Xu Wenwu, Fred Tatasciore como Groot, Jeff Bergman como Odin, Josh Keaton como Steve Rogers / Capitão América, Julianne Grossman como Irani Rael / Nova Prime, Keri Tombazian como Wendy Lawson / Mar-Vell, Lake Bell como Natasha Romanova / Viúva Negra, Lauren Tom como Jiayi, Mace Montgomery Miskel como Peter Quill, e Mick Wingert como Tony Stark / Homem de Ferro. Jeffrey Wright repete seu papel como o Vigia, Ross Marquand faz a voz do computador W.E.R.N.E.R., e Devery Jacobs, que é canadense e realmente é moicana, faz a voz de Kahhori, com seu episódio também contando com a atriz e cantora moicana Kiawentiio como Wáhta, o ator mexicano Gabriel Romero como o conquistador Rodrigo Alphonso Gonzolo, a atriz colombiana Carolina Ravassa como a Rainha Isabella de Espanha, e Jeremy White como Atahraks.

A segunda temporada de What If...? estrearia no Disney+ em 22 de dezembro de 2023, com um episódio sendo lançado por dia até 30 de dezembro, se tornando a primeira série do Disney+ a ter episódios lançados diariamente ao invés de semanalmente - a ideia inicial dos Marvel Studios era lançar um episódio por semana em abril de 2023, mas a data de estreia acabaria adiada e o formato alterado em uma reunião de emergência em fevereiro de 2023 na qual foi discutida uma reformulação na grade de lançamentos do MCU após pesadas críticas de que a Fase 4 estava priorizando a quantidade ao invés da qualidade. A Disney mais uma vez não divulgaria os números da audiência, se limitando a dizer que foram "excelentes", mas a crítica seria bastante positiva, elogiando a criatividade dos roteiros e o episódio de Kahhori - que seria indicado ao Emmy de Melhor Efeitos de Animação em uma Produção de Animação para a TV, com o de Nebulosa sendo indicado ao de Melhor Design de Produção em uma Produção de Animação para a TV.

Eco
Echo
2024

Nos quadrinhos, Eco é uma personagem relativamente recente: criada por David Mack e Joe Quesada, ela estrearia em Daredevil 9, de dezembro de 1999, como filha adotiva do Rei do Crime e assassina designada para matar o Demolidor. Para criar um contraste com o Homem sem Medo, que é cego e percebe o mundo principalmente através da audição, Mack faria Eco surda, tendo de utilizar a visão como principal forma de percepção. Enquanto criava a personagem, Mack se lembraria de um tio que, quando ele era criança, lhe contava histórias sobre como percebemos o mundo em que vivemos, e era nativo-americano Cherokee; ele decidiria então que Eco também seria nativo-americana, mas Cheyenne, por parte de mãe, com seu pai sendo mexicano. A personagem acabaria se tornando muito interessante para ser uma vilã, e, aos poucos, passaria por um arco de redenção, se tornando uma heroína; infelizmente, ela é menos aproveitada do que poderia, e não ficaria tão famosa quanto outros heróis da Marvel lançados na mesma época, como Jessica Jones ou o Sentinela.

Eco estrearia no MCU, usando apenas seu nome civil, Maya Lopez, em Gavião Arqueiro, interpretada por Alaqua Cox, que é nativo-americana (mas Menominee) e surda como a personagem, além de ser amputada da perna direita, usando uma prótese. A inclusão da personagem na série do Gavião Arqueiro já foi feita com a intenção de que Eco protagonizasse uma série própria, que seria oficialmente anunciada em novembro de 2021. Inicialmente, Ethan e Emily Cohen seriam cogitados para escrever a série, mas, quando foi feito o anúncio oficial, a equipe de roteiristas contaria com Marion Dayre, Amy Rardin, Josh Feldman, Steven Paul Judd, Ken Kristensen, Rebecca Roanhorse, Bobby Wilson, Ellen Morton, Jason Gavin, Shoshannah Stern e Chantelle M. Wells, com todos contribuindo de alguma forma e cada episódio sendo creditado a pelo menos três deles. Bert & Bertie, que dirigiram o episódio de Gavião Arqueiro no qual Maya havia estreado, declarariam em suas redes sociais não acreditar que retornariam para dirigir Eco, e considerar que o melhor seria que a Marvel contratasse um nativo-americano para a função; de fato, em março de 2022, Sydney Freeland (que é Navajo) anunciaria em suas redes sociais ter fechado contrato para dirigir Eco, sendo confirmada pela Marvel como diretora e showrunner em maio; Freeland dirigiria quatro dos cinco episódios, com o terceiro sendo dirigido pela australiana Catriona McKenzie, por razões que jamais seriam divulgadas.

Freeland explicaria que, nos quadrinhos, ao longo dos anos, vários elementos de várias culturas norte-americanas seriam misturados nas histórias de Eco, com muito pouco do que era usado sendo realmente Cheyenne, e que a série não ficaria autêntica ou realística caso eles fizessem o mesmo. Como Judd era Choctaw, a equipe de roteiristas optaria por fazer de Maya, na série, também Choctaw, ao invés de Cheyenne, para aproveitar a oportunidade de ter um membro da equipe capaz de avaliar se as histórias e situações seriam ou não autênticas. Dayre declararia que a série lidaria não somente com as consequências dos atos de Maya em Gavião Arqueiro, sendo também uma "história de origem", com o passado nativo-americano da persongem tendo grande importância na formação de sua individualidade. A série seria integralmente ambientada na cidade de Tamaha, Oklahoma, que tem 152 habitantes e fica dentro de uma reserva Choctaw.

Na série, que começa cinco meses após os eventos de Gavião Arqueiro, Maya Lopez foi declarada traidora e está sendo perseguida pela organização criminosa liderada por Wilson Fisk. Ela então decide voltar à sua cidade natal para reavaliar sua vida e fazer as pazes com seu passado. Quando o próprio Fisk vem à sua procura, ameaçando sua família e amigos, Maya descobre ter um novo poder (que não tem nos quadrinhos) e o usa para se firmar como uma mulher forte e independente. O elenco conta com Alaqua Cox como Maya Lopez / Eco; Chaske Spencer como Henry Lopez / Black Crow, tio de Maya com conexões com a organização de Fisk; Tantoo Cardinal como Chula, avó de Maya, com quem ela não tem uma boa relação; Devery Jacobs como Bonnie, prima e melhor amiga de Maya; Cody Lightning como Biscuits, primo de Maya que a idolatra; Graham Greene como Skully, dono de uma loja de penhores que atua como figura paterna para Maya; Zahn McClarnon como William Lopez, e Katarina Ziervogel como Taloa, pai e mãe de Maya, que aparecem em flashbacks; Julia Jones, Morningstar Angeline e Dannie McCallum como Chafa, Lowak e Tuklo, ancestrais de Maya; Andrew Howard como Zane, líder de um cartel subordinado a Fisk; Thomas E. Sullivan como Vickie, empregado de Black Crow que não vai com a cara de Maya; e Vincent D'Onofrio como Wilson Fisk / Rei do Crime. Charlie Cox faz uma participação especial como Matt Murdock / Demolidor.

A Marvel faria um acordo com a Nação Choctaw do Oklahoma e com a ONG IllumiNative para que a cultura, história e lendas Choctaw fossem mostradas de forma fidedigna na série. Vários membros da produção receberiam permissão para visitar a Nação Choctaw para aprender mais sobre sua língua e cultura e para assistir a um powwow - uma espécie de festival cultural que conta com várias danças indígenas. Membros da Nação Choctaw declarariam que a série seria uma oportunidade de apresentar ao mundo a cultura Choctaw em uma escala que talvez fosse impossível de outra forma. Todos os extras e figurantes contratados para a série seriam nativo-americanos, muitos deles dançarinos e cantores de powwow, de diversas etnias, não somente Choctaw.

A figurinista Ambre Wrigley diria ter sido essencial poder contar com a colaboração dos Choctaw, e que conversaria com historiadores e líderes tribais e contrataria artesãos Choctaw para que tudo fosse o mais autêntico possível. Até mesmo o "uniforme de heroína" de Eco seria criado com a ajuda de artesãos Choctaw, para refletir a herança da personagem. A maioria dos objetos de cena seriam comprados ou emprestados diretamente dos Choctaw, ao invés de recriados pela equipe de produção da série, mais uma vez para garantir mais autenticidade.

Apesar de a série ser ambientada em Tamaha, as filmagens não ocorreriam lá, por razões práticas, como dificuldades para se montar os equipamentos, e burocráticas, já que era complicado obter autorização para filmar dentro de uma reserva indígena. As filmagens começariam em abril de 2022 nos Estúdios Trillith, em Fayetteville, passando depois para a Great Walton Railroad, Peachtree City, Grantville e Atlanta, todas no estado da Geórgia. Uma cerimônia tradicional de benção Choctaw seria realizada antes do início das filmagens. A cena do powwow seria filmada em um pavilhão de exposições rurais na cidade de Social Circle, também na Geórgia. O estado da Geórgia seria escolhido devido a seus incentivos fiscais, e inicialmente a equipe de produção tinha dúvidas sobre se conseguiria encontrar locais para fingir que estavam no Oklahoma, já que os estados têm relevo e topografia muito diferentes, mas, durante a visita à Nação Choctaw, a equipe de produção teve autorização para tirar fotos, usando-as para comparar com os locais disponiveis e escolher os mais parecidos.

Muitos dos atores da série aprenderiam ASL (American Sign Language, a língua de sinais utilizada nos Estados Unidos), com somente Alaqua Cox e Katarina Ziervogel sendo surdas e já conhecendo a língua previamente. Freeland argumentaria que mostrar os atores sinalizando seria essencial para a história, e que a maioria das cenas com sinais deveriam incluir closes, já que as expressões faciais também fazem parte da comunicação. O consultor para ASL seria Douglas Ridloff (marido da atriz Lauren Ridloff, a Makkari de Eternos, que também é surda), que também havia servido como consultor em Gavião Arqueiro e Eternos. Ridloff treinaria cada ator de uma forma diferente, baseado na proficiência de seu personagem com a língua de sinais - Jacobs, por exemplo, teria de sinalizar rápido e sem verbalizar, já que Bonnie tinha um nível de proficiência alto, enquanto Cardinal poderia sinalizar bem devagar e verbalizando, pois Chula tinha menos proficiência. Para maior autenticidade, os atores que interpretavam nativo-americanos também usariam sinais da PISL (Plains Indian Sign Language), uma língua de sinais usada pelos nativo-americanos, e Ridloff conseguiria até mesmo incorporar a suas falas alguns sinais "que datam de antes da colonização", mas ainda são usados por alguns indivíduos.

Eco seria a primeira série do MCU a ser classificada como TV-MA, ou seja, inadequada para menores de 18 anos; o produtor Brad Winderbaum não criticaria a classificação, dizendo que ela apontava "uma nova direção para os Marvel Studios", e Freeland comentaria que a classificação era consequência de a Marvel deixar os roteiristas fazerem seu trabalho, já que "pessoas sangram, morrem, são mortas, e tudo isso tem consequências", com a história ficando inverossímil caso isso fosse tolhido. Ainda segundo Freeland, Eco seria uma história "no nível das ruas", como as séries do Demolidor e do Justiceiro, sem as "consequências cósmicas" que as produções dos Marvel Studios costumavam ter; segundo ela, o que estava em jogo era "o destino da família", e não o destino do universo. Uma das principais preocupações dos roteiristas nesse sentido seria mostrar o contraste e o conflito entre a família biológica de Maya e sua "família adotiva", representada por Fisk.

Em Maio de 2023, o jornalista Jeff Sneider divulgaria que a série havia originalmente sido filmada para ter oito episódios, e que Feige, após ver o resultado final, teria dito que não seria possível lançá-la nesse formato, ordenando refilmagens para que a série fosse condensada em quatro ou seis episódios - sendo esse o motivo pelo qual cada episódio tem tantos roteiristas creditados, e o terceiro tem uma diretora diferente. A Marvel negaria essa versão, alegando que, originalmente, a série deveria ter seis episódios, mas que, por razões de ritmo, a própria equipe decidiu reduzir para cinco após a conclusão das filmagens, e que as refilmagens eram comuns para aparar arestas surgidas durante a edição, não tendo nada a ver com a redução do número de episódios. Seja como for, Eco teria o orçamento mais baixo de todas as séries do MCU, 40 milhões de dólares por episódio, o que foi justificado pela Marvel com o fato de que os efeitos especiais eram mínimos quando a série era comparada com as anteriores.

Eco estrearia em 9 de janeiro de 2024, e seria parte de duas experiências da Disney: todos os seus cinco episódios estrariam simultaneamente, na primeira vez em que isso acontecia em uma série do MCU e do Disney+, e todos os cinco estreariam no Disney+ e no Hulu, serviço de streaming dos Estados Unidos que também pertence à Disney - a série seria removida do catálogo do Hulu, porém, em 9 de abril de 2024. Em 1 de novembro de 2024, a série ganharia uma dublagem em Choctaw, se tornando a primeira produção Disney a ser dublada nesse idioma; o diretor de dublagem Terry Billy declararia que nem sempre seria possível traduzir os diálogos da série do inglês para o Choctaw com equivalência perfeita, e, quando isso não fosse possível, a equipe de tradução optaria por uma aproximação que correspondesse ao uso diário do Choctaw. Eco seria a primeira série do MCU a trazer em seu início o logotipo "Marvel Spotlight" no lugar do tradicional dos Marvel Studios.

A série seria a mais assistida do Disney+ e do Hulu em seu dia de estreia, e a quinta mais assistida dentre todos os streamings no mês de janeiro. A crítica seria extremamente positiva, elogiando Alaqua Cox, as cenas de ação e os elementos narrativos, mas criticando o ritmo, que começava muito lento para ir melhorando depois. Eco receberia uma indicação ao Emmy, de Melhor Figurino para uma Série de Fantasia ou Ficção Científica, com muitos críticos achando que Alaqua Cox deveria ter sido indicada a Melhor Atriz, especialmente por sua performance no último episódio. Uma segunda temporada de Eco está fora dos planos dos Marvel Studios, mas Feige já indicou ter interesse em usar Maya em outras produções, como Demolidor: Renascido ou outras séries que abordem os chamados "heróis urbanos" da Marvel.

Série Universo Cinematográfico Marvel

•As Marvels
•What If...?
(2ª temporada)
•Eco

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